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segunda-feira, 30 de março de 2009

Classificação de seres vivos

Olá caros alunos,

o que vamos falar depois das férias é sobre a classificação de seres vivos. Deixo-vos umas informações sobre o assunto.


Classificação dos seres vivos


Como e por que classificá-los?

Maria Sílvia Abrão* Especial para a Página 3 Pedagogia; Comunicação- UOL


Lineu, o criador do sistema de classificação

Sabia que você nunca está sozinho no mundo? À sua volta, existe sempre uma imensa quantidade de seres vivos. Uma gota d'água pode conter milhares de minúsculas plantas e animais. Existem seres vivos habitando o solo, o ar, a água congelada, as águas profundas. A vida é encontrada em quase toda parte da Terra. As formas de vida são muito variadas: águas vivas, mofo do pão, pólen das plantas superiores, pássaros, vermes, plantas, cogumelos etc.

Mas, o que caracteriza um ser vivo?

Até o século 18, os seres existentes no universo costumavam ser divididos em três grupos: animais, vegetais e minerais. Com o avanço do conhecimento descobriu-se que animais e plantas tinham muito em comum, sendo bem diferente dos minerais. Assim, os cientistas dividiram os componentes da natureza em dois grandes grupos: seres vivos e matéria bruta.

Para distinguir os seres vivos dos seres não vivos (matéria bruta, como uma pedra) costumamos usar a seguinte definição: os seres vivos são aqueles que são constituídos por células, nascem, movimentam-se, têm reações aos estímulos físicos e químicos, crescem, desenvolvem-se, reproduzem-se e morrem.
Tudo bem, mas...
Então, é bastante simples caraterizar um ser vivo. Porém, se questionarmos alguns aspetos dessa definição dos seres vivos veremos que não é bem assim.

Para começar, verifique o significado de algumas palavras que aparecem no texto da definição:

  • Morrer significa o fim da vida.



  • Nascer significa vir ao mundo, vir à luz começar a ter vida.



  • Crescer significa aumentar em volume, grandeza ou extensão.



  • Desenvolver, fazer crescer, originar, gerar, produzir.



  • Reproduzir, produzir novamente, tornar a produzir


  • Agora vamos pensar em alguns seres:
    Uma bactéria é, sem dúvida, um ser vivo. Mas, as bactérias nascem e morrem? Durante seu processo de reprodução, as bactérias dividem-se ao meio por processos bastante complicados que recebem nomes especiais. Nesse processo um indivíduo é dividido ao meio dando origem a dois novos indivíduos. É possível definir quem morreu? Alguém morreu? Alguém nasceu?
    Quando retiramos uma parte de uma planta e fazemos uma muda que crescerá, tornando-se uma planta grande como a que forneceu o galho, não conseguimos definir quando foi que essa planta nasceu. Afinal, podemos considerar que ela já era nascida, quando a retiramos da planta anterior.
    Em que momento nascemos?
    E nós, seres humanos, nascemos quando? No momento da fecundação? Quando o embrião se transforma em feto? Quando saímos do útero materno e ganhamos o mundo exterior? E quanto aos indivíduos que morrem logo após o nascimento? Esses não têm tempo de crescer. Por acaso, eles deixam de ter sido seres vivos por não terem se desenvolvido?
    Vamos agora pensar em outros seres vivos: as mulas e os burros. Os dois são provenientes do cruzamento entre cavalos e jumentos (normalmente é usado um jumento e uma égua, o inverso é mais difícil) Esses animais são estéreis, embora raras vezes uma mula ou um burro possam procriar. No caso do burro, assim como a maioria dos cavalos e bois, costuma-se castrá-los. Esses animais não se reproduzem, seja porque não são capazes ou por que foram castrados. Então, eles deixaram de ser seres vivos!
    E o vírus? Pode ser classificado como um ser vivo? Vírus são organismos muito simples, mais simples do que uma única célula, com ou sem núcleo definido. Os vírus possuem apenas uma cápsula protéica e o DNA. Não são formados por células e só se reproduzem utilizando-se de algum tipo de célula que exerça todas as funções necessárias, como uma célula vegetal, animal ou de uma bactéria. Durante os períodos de dormência, podem se assemelhar aos minerais apresentando-se na forma de cristal.
    Uma fronteira?
    Os vírus são caraterizados como seres vivos pela sua capacidade de reprodução.
    Como você pôde ver, não é nada simples definir um ser vivo. A única caraterística de um ser vivo que não gera nenhum tipo de contestação é o fato de se desenvolverem. Mas, se definirmos seres vivos como aqueles que se desenvolvem, o resultado é bastante vago.
    O ideal é defini-los como estruturas formadas por células (reafirmando a teoria celular que hoje é plenamente comprovada), capazes de se desenvolver, e discutir o caso dos vírus, os quais não possuem células.
    Existem cientistas que consideram os vírus a "fronteira" entre a "matéria bruta" e a "matéria viva".
    Necessidade de classificação
    O homem tem a necessidade dar nomes a tudo o que ele conhece para organizar esses conhecimentos. Sendo assim, um dos trabalhos fundamentais das ciências é nomear todos os seus objetos de estudo e classificá-los, segundo critérios definidos, para facilitar a sua localização quando for necessário.
    Os critérios de classificação são definidos pelos seres humanos, e assim os grupos se estruturam. Em um trabalho de classificação, portanto, o primeiro passo é estabelecer um único critério de classificação.
    Animais e vegetais
    Aristóteles foi o primeiro cientista que procurou classificar os seres vivos. Ele dividia os seres vivos em dois grandes grupos: animais e vegetais. Após a morte do sábio grego os estudos sobre os seres vivos ficaram praticamente esquecidos e só foram retomados a partir do século XIV, com o Renascimento. Nessa época os artistas passaram a se interessar pela anatomia do homem e dos animais. A classificação dos seres vivos passou a ser uma grande preocupação dos naturalistas dessa época.
    As classificações biológicas baseavam-se na observação direta dos indivíduos. Os pesquisadores estavam preocupados com a forma. Mas, imagine quanta confusão não apareceu? Uma lagarta é totalmente diferente de uma borboleta na sua forma, entretanto são duas fases da vida de um mesmo ser. Na realidade existem vários critérios diferentes de classificação que foram adotados ao longo dos tempos.
    Lineu e a taxonomia
    No final do século XVIII, os componentes da natureza foram divididos em dois grandes grupos: os seres vivos e não vivos. Carolus Linnaeus (1707-1778), ou simplesmente Lineu, um naturalista, foi quem criou o sistema pelo qual nomeamos os organismos hoje em dia. Ele é considerado o fundador da taxonomia.
    A taxonomia é ciência das classificações, é a sistemática da organização dos seres vivos em grupos.
    Atualmente as classificações baseiam-se nas relações evolutivas entre os diferentes grupos de seres vivos. Essas relações são estabelecidas por meio de vários diferentes estudos: anatomia, composição química (DNA), comportamento etc.
    Com o avanço da tecnologia, as pesquisas progrediram muito. Milhares de novos seres (principalmente micro-organismos) foram descobertos. Atualmente os seres vivos são agrupados em cinco grandes grupos, conhecidos como reinos: Monera, Protista, Fungo, Vegetal e Animal.
    *Maria Sílvia Abrão é bióloga, pós-graduada em fisiologia pela Universidade de São Paulo e professora de ciências da Escola Vera Cruz (Associação Universitária Interamericana).


    Uma pequena aula sobre...



    Seres vivos, que diversidade...




    Reino, Filo, Género, ...




    Vê os seguintes links com explicações/apresentações sobre a matéria:

    Faz os seguintes testes para verificares os teus conhecimento sobre o tema.



    terça-feira, 17 de março de 2009

    Microscópio e a Célula.


    Olá caros alunos,

    como é do vosso interesse aqui estou eu a dar-vos umas informações sobre aquilo que estamos a estudar nas Ciências da Natureza.

    Como sabes estamos a estudar o microscópio ótico. De seguida, apresento-te um exemplar de um microscópio óptico com as suas partes constituintes.



    A parte mecânica serve para dar estabilidade e suportar a parte ótica. Esta parte é constituída por:

    Pé ou Base – suporta o microscópio.

    Braço ou Coluna – peça fixa à base, na qual estão aplicadas todas as outras partes constituintes do microscópio e através do qual movemos os instrumento.

    Tubo ou Canhão – cilindro que suporta os sistemas de lentes, localizando-se na extremidade superior a ocular e na inferior o revólver com objetivas.

    Platina – peça circular, quadrada ou retangular, paralela à base, onde se coloca a preparação a observar, possuindo no centro um orifício circular ou alongado que possibilita a passagem dos raios luminosos.

    . Parafuso Macrométrico – parafuso que permite a deslocação da platina. É indispensável para fazer a focagem.

    . Parafuso Micrométrico – permite que a platina se mova lentamente completando a focagem.

    . Revólver – disco que suporta duas a quatro objetivas de diferentes ampliações: por rotação é possível trocar rápida e comodamente de objectiva.



    A parte óptica é constituída por:


    . Sistema de Oculares e Sistema de Objetivas – o conjunto de lentes que permitem a ampliação do objecto. A ampliação dada ao microscópio é igual ao produto da ampliação da objetiva pela ampliação da ocular.

    . Fonte Luminosa – existem vários tipos de fontes luminosas (figura abaixo), podendo ser uma lâmpada (iluminação artificial), ou um espelho que reflita a luz solar (iluminação natural).

    . Condensador – distribui regularmente a luz refletida pelo espelho.

    . Diafragma – regula a intensidade luminosa no campo visual do microscópio.


    Para verificares se sabes qual a função de cada um dos constituintes do microscópio ótico e na sua correta utilização clica nos sites abaixo:

    http://cmota.no.sapo.pt/Hot/5/Micro/mic3.htm


    Clica para saberes como usar o microscópio, podes ver ainda um vídeo sobre isso.

      

    (não tem muita qualidade de som e imagem mas está simples)



    Observação ao microscópio da letra F

    A célula é a unidade básica da vida. É a unidade estrutural e funcional de todos os seres vivos.

    Os organismos multiplicam-se, reproduzem-se, sendo estes processos efetuados através das células. A forma de vida mais simples que é capaz de produzir cópias de si mesma, é a célula.

    As células foram descobertas em 1665 por Robert Hooke, ao examinar lâminas de cortiça num microscópio rudimentar. Hooke observou cavidades poliédricas, às quais chamou células (do latim cella, pequena cavidade). Na prática observou paredes vegetais de células vegetais mortas.

    As células são limitadas por uma membrana celular (citoplamática) e no seu interior contém um líquido, o citoplasma. No citoplasma encontram-se dispersas numerosas estruturas designadas no seu conjunto por organelos. Além do citoplasma podemos encontrar, na maioria das células, o núcleo que é local da célula responsável pela capacidade reprodutiva da célula e onde se faz o comando de qualquer tarefa a realizar.

    Vídeo sobre célula vegetais e animais

    Vídeo sobre fazer uma preparação para estudar células vegetais
    Vídeo

    Célula vegetal - cebola célula animal - língua

     


    Célula de seres microscópicos - Procariontes são, na maioria, organismos unicelulares (têm 1 célula)



    Para verificares os teus conhecimentos sobre as células clica nos seguintes sites:


    Vê os seguintes vídeos:

    Circulação do sangue num peixe

    Os seres microscópicos que existem numa infusão