domingo, 8 de julho de 2012

Micróbios


Micróbios

Nós, os seres humanos, partilhamos este mundo com micróbios, que são minúsculos germes vivos. As bactérias, os vírus, os fungos e os protozoários vivem em lugares confortáveis, onde podem alimentar-se e multiplicar-se. Eles vivem em toda a parte – na terra, nos mares, no ar que respiramos e nos alimentos que comemos. Os micróbios também vivem de, e noutros seres. Na nossa pele existem tantos micróbios – na sua maioria inofensivos – como pessoas no nosso planeta. Existem tantas espécies de micróbios, quantos os animais do mundo.

Os micróbios, chamados ainda de microrganismos, são quaisquer organismos muito pequenos que só são visíveis através de um microscópio.

Encontram-se no interior e sobre o corpo de uma pessoa. Em condições desfavoráveis, ficam inactivos, mas quando as condições são favoráveis dão origem a novos micróbios. Tornam-se inquietantes quando atacam e provocam doenças. Contudo, há micróbios que têm grande utilidade para o Homem.

Há vários tipos de micróbios, dentro os quais destacam-se:

*Vírus


*Bactérias


*Protozoários


*Fungos



É muito habitual associar o termo “micróbio” a alguma coisa que é prejudicial. Esta ideia é errada, pois há muitos micróbios que são úteis, não só para a espécie humana, como também para o desenrolar da vida na Terra. Observemos alguns exemplos:

- Contribuem para a fertilidade do solo

- São utilizados no fabrico de alimentos ( pão, iogurte,...) e de medicamentos



-Ajudam na digestão



-São utilizados no tratamento de esgotos;
- (...)

Os micróbios prejudiciais que podem provocar doenças, denominam-se micróbios patogénicos.
O ser humano possui um sistema de defesa natural contra a penetração dos micróbios patogénicos.
Temos por exemplo como defesas naturais do organismo:
- As pestanas, as sobrancelhas e os movimentos do cílios, das vias respiratórias, enviam os micróbios para o exterior;
- As lágrimas impedem a entrada de poeiras e micróbios;
- A pele forma uma grande barreira à entrada de micróbios. A sua acidez, devido ao suor impede a propagação de micróbios.
- A cera e os pêlos do canal auditivo e das fossas nasais dificultam a entrada de micróbios.
- As mucosas, tecidos que forram as cavidades e os orifícios do corpo, destroem os micróbios ou enviam-nos para o exterior.
- O meio ácido do estômago impede o desenvolvimento de micróbios.



Outros mecanismos de defesa

Qualquer lesão, incluindo uma invasão de bactérias, causa inflamação.

A inflamação serve, parcialmente, para encaminhar certos mecanismos de defesa até ao ponto onde se localiza a lesão ou a infecção, como os glóbulos brancos e os anticorpos.

Com a inflamação, aumenta o débito sanguíneo e os glóbulos brancos podem atravessar a parede dos vasos sanguíneos e dirigir-se à zona inflamada com maior facilidade.

O número de glóbulos brancos na corrente sanguínea também aumenta, já que a medula óssea liberta uma grande quantidade desses glóbulos que tinha armazenada e, de imediato, começa a produzir mais.

A primeira variedade de glóbulos brancos que entra em cena são os neutrófilos, que começam a ingerir os microrganismos invasores e tentam conter a infecção num espaço reduzido.

Se a infecção continuar, os monócitos, outra classe de glóbulos brancos com uma capacidade ainda maior para ingerir microrganismos, chegarão em quantidades cada vez maiores.

Todavia, estes mecanismos de defesa podem ser ultrapassados por uma grande quantidade de microrganismos invasores, ou por outros factores que reduzam as defesas do corpo humano, como os contaminantes do ar (incluindo o fumo do tabaco).




Mecanismos de defesa específicos


Uma vez desenvolvida a infecção, entra em acção todo o poder do sistema imunitário.

Este produz várias substâncias que atacam especificamente os microrganismos invasores.

Por exemplo, os anticorpos aderem a eles e ajudam a imobilizá-los.

Podem assim destruí-los directamente ou então ajudar os glóbulos brancos a localizá-los e a eliminá-los.

Além disso, o sistema imunitário pode enviar um tipo de células conhecidas como células T citotóxicas (killer) (outro tipo ainda de glóbulos brancos) para atacar especificamente o organismo invasor.
Os fármacos anti-infecciosos, como os antibióticos, os agentes antimicóticos ou antivirais, podem auxiliar as defesas naturais do corpo humano.

No entanto, se o sistema imunitário se encontrar gravemente enfraquecido, esses medicamentos não costumam ser eficazes.




Micróbios
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Meios de defesa contra agressões  microbianas

corpo humano possui defesas naturais externas, como a pele, os pêlos, as mucosas e as lágrimas, que dificultam a entrada de micróbios. Quando os micróbios conseguem ultrapassar as barreiras externas, entram em acção as defesas internas, como os glóbulos brancos e os anticorpos. Após uma infecção o indivíduo pode tornar-se resistente, porque alguns anticorpos específicos permanecem no sangue a isso chama-se imunidade natural, mesmo assim há que ter cuidados e aprender a evitar os micróbios.

Defesas do organismo no combate aos micróbios
As defesas externas e internas, são as defesas do organismo no combate aos micróbios (linhas de defesas naturais contra infecções e outros). Estas defesas internas e externas representam uma defesa natural contra os virus.
Defesas naturais internas
Quando os micróbios conseguem atravessar as barreiras externas ou penetram directamente através de uma ferida, o nosso organismo desencadeia um conjunto de acções que tentam impedir a infecção, ai entram as defesas naturais internas.
A primeira reacção é a inflamação – a zona infectada fica vermelha, inchada e dolorosa.


Acorre ao local maior quantidade de sangue transportando glóbulos brancos para “combater” os micróbios. Estes glóbulos brancos “apanham” os micróbios, envolvendo-os no seu interior, e destroem-nos. O pus é o resultado desta intensa “batalha” e é formado por bactérias mortas e glóbulos brancos.




Mas nem sempre esta “batalha” é vitoriosa para os glóbulos brancos. Por vezes, alguns micróbios escapam para a corrente sanguínea, produzindo toxinas – substâncias tóxicas para o organismo.
Neste caso, entram em acção outros glóbulos brancos, que fabricam anticorpos – substâncias que são capazes de se unir aos micróbios ou suas toxinas, neutralizando-os.


Os anticorpos são específicos para determinado micróbio ou determinada toxina. Tal como uma chave só serve em determinada fechadura, também o anticorpo só se une com um determinado micróbio ou certa toxina, inactivando-os.
Quando o indivíduo recupera da infecção, os anti- corpos permanecem no sangue durante algum tempo e alguns durante toda a vida, tornando o indivíduo resistente – imunidade natural.

Defesas naturais externas

Um micróbio patogênico, como, por exemplo, uma bactéria, para tentar penetrar no organismo humano tem de conseguir ultrapassar as barreiras que separam o meio externo do meio interno. A isso chama-se defesas naturais externas.

Pele
Uma das principais funções da pele é evitar a entrada de micróbios.
Pois bem, mas qual tecido é a primeira defesa do corpo contra micróbios?
A pele é a primeira linha de defesa do corpo no combate aos micróbios. 
gordura e o suor impedem o desenvolvimento de muitos micróbios, como os fungos.
Os pêlos do nariz, dos ouvidos, das sobrancelhas e das pestanas constituem também uma barreira protectora, ao impedir a invasão do organismo por alguns micróbios.
Por outro lado, a descamação contínua da pele arrasta consigo os micróbios. Durante o banho, as células mortas soltam-se, levando consigo, por exemplo, as bactérias que tentam penetrar através da pele.

Mucosas
Os revestimentos dos olhos, nariz, brônquios, uretra, vagina, boca e restante tubo digestivo – mucosas – também são uma barreira à entrada dos micróbios. Algumas mucosas, como a que reveste o nariz, produzem um líquido espesso (muco), que destrói e expulsa os micróbios para o exterior. É o caso das secreções nasais.
As lágrimas têm também esta função.
A mucosa do estômago produz o suco gástrico ácido, que impede o desenvolvimento de muitos micróbios.
Defesas do corpo
O corpo incorpora algumas defesas contra a invasão de micróbios patogénicos causando infecção.
·         Pele. A pele é a primeira linha de defesa uma vez que a maioria dos micróbios patogénicos não pode entrar pele intacta.
·         Fagócito. Outra linha de defesa é das células fagocitárias, como células dos glóbulos brancos. Estas células agarram e absorvem. Os fagócitos aumento de número no local da infecção.
·         Substâncias imunes. Ainda uma outra linha de defesa é o desenvolvimento do corpo de anticorpos e antitoxinas. Porque os patógenos são substâncias estranhas, o corpo reage e destrói, produzindo organismos imunes. Todos os pacientes vulneráveis a infecção grave ou de doenças infecciosas, particularmente o tétano, deve receber indicado doses profiláticas de antibióticos e de agentes imunizantes.
·         Sistema linfático. O sistema linfático também defende o corpo contra patógenos invasores. Ele age como uma “máquina de lavar roupa” para o corpo. Ele limpa os tecidos do corpo. As glândulas funcionam como filtros e tensões aos invasores.
As feridas lesões, refrigeração, exposição, fadiga e desnutrição tendem em diminuir as defesas do corpo.
Imunidade
Habilidade do corpo para resistir ou eliminar materiais potencialmente prejudiciais estranhas ou células anormais consiste nas seguintes actividades:
·         Defesa contra patógenos invasores (vírus e bactérias)
·         Remoção de células (por exemplo, hemácias de idade) e restos de tecido (por exemplo, de lesão ou doença)
·         Identificação e destruição de células anormais ou mutantes (principal defesa contra o cancro)
·         Rejeição de células estranhas (por exemplo, transplante de órgãos)
Respostas inadequadas:
·         Alergias – resposta a substâncias normalmente inofensivas
·         Doenças auto-imunes

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