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sábado, 7 de julho de 2012

Sistema excretor


Sistema excretor

Designa-se como sistema excretor qualquer conjunto de órgãos que, num organismo, é responsável pela filtragem do sangue, regulação do teor de água e sais minerais e eliminação de resíduos nitrogenados formados durante o trabalho celular. No ser humano podemos considerar como sistemas excretores o sistema urinário (onde é produzida a urina) e a pele (que produz suor através das glândulas sudoríparas).
Excreção é o processo pelo qual eliminam substâncias tóxicas (denominadas excretas ou excreções que provêm principalmente da degradação de aminoácidos ingeridos no alimento), produzidas durante o metabolismo celular, como por exemplo:


O sistema respiratório, ao eliminar dióxido de carbono, que é um dos principais resíduos da respiração celular, é por vezes, também incluído neste grupo por alguns autores (ainda que, na verdade, não seja responsável pela produção de uma "excreção" no sentido próprio da palavra). Eliminar as substâncias que estão em excesso, para manter o equilíbrio, chamado de equilíbrio dinâmico, que é fundamental para o bom funcionamento da célula com o meio. 
Função deste sistema é eliminar as substâncias que estão em excesso, chamado de equilíbrio dinâmico, que é fundamental para o bom funcionamento da célula com o meio. 

Sistema urinário




No sistema urinário os rins, são duas glândulas de cor vermelha escura colocadas simetricamente nos lados da coluna vertebral, na região lombar. Medem 10 cm de largura e pesam cerca de 150 gr cada um. A extremidade superior de cada rim é coberta por uma glândula endócrina, a glândula supra-renal.
    O sangue que se vai purificar passa pela artéria renal até os rins e sai pela veia renal.
    A bexiga tem um comprimento aproximado de uns 30cm e um diâmetro de 5mm. Nela se deposita a urina até o momento de sua expulsão ao exterior.
Depois de armazenada na bexiga, a urina passa para a uretra até o exterior do organismo. A saída da urina produz-se pelo relaxamento involuntário de um esfíncter que se localiza entre a bexiga e a uretra e também pela abertura voluntária de um esfíncter na uretra.

Esquema do sistema urinário

Formação de urina
O sangue chega ao rim pela artéria renal que se ramifica em numerosos capilares.
O rim extrai deste sangue água e substâncias prejudiciais em excesso formando assim a urina.
O sangue purificado passa para a veia renal saindo do rim.
A urina assim formada passa aos ureteres e desce à bexiga onde é armazenada
Quando a bexiga se enche sentimos vontade de urinar
A urina sai da bexiga através da uretra.

Alguns produtos excretados:
Amônia: Excretada por animais aquáticos, muito solúvel em água e muito tóxica, por isso deve ser diluída em alto volume de água.
Uréia: Excretada por animais terrestres não ovíparos (anfíbios e mamíferos), menos tóxica que a amónia.
Ácido úrico: O menos tóxico dos três, e também o menos solúvel em água. Excretado por insetos e vertebrados ovíparos terrestres (maioria dos répteis e

A Pele




    O suor é um líquido produzido pelas glândulas sudoríparas, que se encontra na pele. Existem cerca de dois milhões de glândulas sudoríparas espalhadas por nosso corpo; grande parte delas localiza-se na fronte, nas axilas, na palma das mãos e na planta dos pés.
    O suor contém principalmente água, além de outras substâncias, como ureia, ácido úrico e cloreto de sódio (o sal de cozinha). As substâncias contidas no suor são retiradas do sangue pelas glândulas sudoríparas. Através de canal excretor - o duto sudoríparo -, elas chegam até a superfície da pele, saindo pelos poros. Eliminando o suor, a actividade das glândulas sudoríparas contribui para a manutenção da temperatura do corpo.
    O homem é um animal homoeotérmico, isto é, mantém a temperatura do corpo praticamente constante, em cerca de 36,5°C. Quando praticamos algum exercício físico (futebol, corrida, levantamento de objectos pesados, etc.), a grande actividade muscular produz muito calor e a temperatura do corpo tende a aumentar. então eliminamos suor; a água contida no suor se evapora na pele, provocando uma redução na temperatura do ar que a circunda. Isso favorece as perdas de calor do corpo para o ambiente, fato que contribui para a manutenção da temperatura do nosso corpo.

Formação do suor

O suor é o produto de excreção da pela
É fabricado nas glândulas sudoríparas, abundantes nas palmas das mãos, plantas dos pés e axilas. São compostas por tubos enrolados à volta dos quais se encontram capilares sanguíneos.
As glândulas sudoríparas situam-se na derme abrindo à superfície da epiderme através de um poro.




Sistema Respiratório


Sistema Respiratório
O sistema respiratório humano é constituído por um par de pulmões e por vários órgãos que conduzem o ar para dentro e para fora das cavidades pulmonares. Esses órgãos são as fossas nasais, a boca, a faringe, a laringe, a traqueia, os brônquios, os bronquíolos e os alvéolos, os três últimos localizados nos pulmões.
Fossas nasais: são duas cavidades paralelas que começam nas narinas e terminam na faringe. Elas são separadas uma da outra por uma parede cartilaginosa denominada septo nasal. Em seu interior há dobras chamada cornetos nasais, que forçam o ar a turbilhonar. Possuem um revestimento dotado de células produtoras de muco e células ciliadas, também presentes nas porções inferiores das vias aéreas, como traquéia, brônquios e porção inicial dos bronquíolos. No teto das fossas nasais existem células sensoriais, responsáveis pelo sentido do olfato. Têm as funções de filtrar, umedecer e aquecer o ar.
Faringe: é um canal comum aos sistemas digestório e respiratório e comunica-se com a boca e com as fossas nasais. O ar inspirado pelas narinas ou pela boca passa necessariamente pela faringe, antes de atingir a laringe.

Laringe: é um tubo sustentado por peças de cartilagem articuladas, situado na parte superior do pescoço, em continuação à faringe. O pomo-de-adão, saliência que aparece no pescoço, faz parte de uma das peças cartilaginosas da laringe.
A entrada da laringe chama-se glote. Acima dela existe uma espécie de “lingüeta” de cartilagem denominada epiglote, que funciona como válvula. Quando nos alimentamos, a laringe sobe e sua entrada é fechada pela epiglote. Isso impede que o alimento ingerido penetre nas vias respiratórias.
O epitélio que reveste a laringe apresenta pregas, as cordas vocais, capazes de produzir sons durante a passagem de ar.


Traqueia: é um tubo de aproximadamente 1,5 cm de diâmetro por 10-12 centímetros de comprimento, cujas paredes são reforçadas por anéis cartilaginosos. Bifurca-se na sua região inferior, originando os brônquios, que penetram nos pulmões. Seu epitélio de revestimento muco-ciliar adere partículas de poeira e bactérias presentes em suspensão no ar inalado, que são posteriormente varridas para fora (graças ao movimento dos cílios) e engolidas ou expelidas. 


Pulmões: Os pulmões humanos são órgãos esponjosos, com aproximadamente 25 cm de comprimento, sendo envolvidos por uma membrana serosa denominada pleura. Nos pulmões os brônquios ramificam-se profusamente, dando origem a tubos cada vez mais finos, os bronquíolos. O conjunto altamente ramificado de bronquíolos é a árvore brônquica ou árvore respiratória.


Cada bronquíolo termina em pequenas bolsas formadas por células epiteliais achatadas (tecido epitelial pavimentoso) recobertas por capilares sangüíneos, denominadas alvéolos pulmonares.
Diafragma: A base de cada pulmão apóia-se no diafragma, órgão músculo-membranoso que separa o tórax do abdomen, presente apenas em mamíferos, promovendo, juntamente com os músculos intercostais, os movimentos respiratórios.  Localizado logo acima do estômago, o diafragma também permite estes movimentos.

A Hematose Pulmonar é um processo que se desencadeia nos alvéolos pulmonares, onde do ar inspirado se retira a maioria do oxigénio e se liberta o dióxido de carbono presente no sangue para o ar expirado.



A respiração compõe-se de três partes: a entrada de ar ou inspiração, a apneia que é uma pequena paragem e a expiração, ou seja, a saída do ar. Para respirar é indispensável efectuar movimentos ao nível da caixa torácica que possibilitem a inspiração e expiração. Os músculos intercostais, escalenos, abdominais e o diafragma entre outros, asseguram os movimentos necessários.

             
                                                                    
1. Inspiração: Consiste na entrada de ar até os alvéolos pulmonares. Ingressa oxigénio.
2. Processo de intercâmbio de oxigénio e bióxido de carbono entre os alvéolos pulmonares e o sangue; e transporte do sangue aos tecidos.                                    
3. Expiração: consiste na saída do ar dos alvéolos pulmonares para o exterior. Elimina-se dióxido de carbono.
                                                
Curiosidades:
Os pulmões contêm quase 2400 quilómetros de vias aéreas e mais de 300 milhões de alvéolos.
As plantas são nossas parceiras na respiração. Nós inspiramos oxigénio e expiramos dióxido de carbono. As plantas absorvem o dióxido de carbono e largam oxigénio.
As pessoas têm tendência para apanhar mais constipações no Inverno porque passam mais tempo dentro de casa e mais tempo perto de outras pessoas. Quando uma pessoas espirra, tosse ou até mesmo respira, os germes passam para o ar.
                                                                                                       



Sistema circulatório

Sistema Circulatório



Constituição do sistema circulatório

sistema circulatório é constituído por:
• sangue
• coração
• vasos sanguíneos

Constituição do sangue



• plasma
• hemácias ou glóbulos vermelhos
• leucócitos ou glóbulos brancos
• plaquetas sanguíneas

Cor do sangue

• a cor vermelha do sangue deve-se a uma substância existente nas hemácias chamada hemoglobina.


Funções do sangue

• transporte
• defesa
• regulação
O plasma transporta os nutrientes até às células e destas recebe produtos da respiração celular.
As hemácias transportam o oxigénio até às células e destas recebem parte do dióxido de carbono.
Os leucócitos defendem o organismo de microrganismos invasores.
As plaquetas sanguíneas intervêm na coagulação do sangue.


Tipos de sangue



• sangue arterial: rico em oxigénio, vermelho vivo (representado a vermelho)
• sangue venoso: rico em dióxido de carbono, vermelho escuro (representado a azul)


Coração



O coração é um órgão com quatro cavidades:
• aurículas esquerda e direita
• ventrículos esquerdo e direito
No lado esquerdo do coração circula sangue arterial e no lado direito sangue venoso.
O coração encontra-se revestido pelo pericárdio e o músculo responsável pelo seu funcionamento chama-se miocárdio.
O ciclo cardíaco apresenta 3 fases:



• diástole (relaxamento geral): as aurículas dilatam e o sangue entra para o coração.
• sístole auricular (contração das aurículas): as aurículas contraem e o sangue passa para os ventrículos.
• sístole ventricular (contração dos ventrículos): os ventrículos dilatam e o sangue sai do coração.


Vasos sanguíneos

Existem três tipos de vasos sanguíneos: artérias, veias e capilares. 



- Artérias: a sua função é levar o sangue desde o coração até os tecidos. 
- Veias: devolvem o sangue dos tecidos ao coração. À semelhança das artérias, as suas paredes são formadas por três capas. As veias têm válvulas que fazem com que o sangue circule desde a periferia rumo ao coração ou seja, que levam a circulação centrípeta.
- Capilares: são vasos microscópicos situados nos tecidos, que servem de conexão entre as veias e as artérias; sua função mais importante é o intercâmbio de materiais nutritivos, gases e desperdícios entre o sangue e os tecidos. As suas paredes compõem-se de uma só capa celular.

As artérias antes de se transformarem em capilares são um pouco menores e chamam-se arteríolas, e o capilar quando passa a ser veia novamente tem uma passagem intermediária nas que são veias menores chamadas vénulas.    

Circulação do sangue



Pequena circulação:

1. O sangue venoso sai do ventrículo direito pela artéria pulmonar.
2. Passa pelos pulmões onde liberta o dióxido de carbono e recebe oxigénio.
3. O sangue, agora arterial, regressa ao coração pelas veias pulmonares, para a aurícula esquerda.

Grande circulação:

1. O sangue arterial sai do ventrículo esquerdo pela artéria aorta.
2. Fornece oxigénio a todas as células do corpo e recebe destas dióxido de carbono.
3. O sangue, agora venoso, regressa ao coração pelas veias cava, para a aurícula direita.


Saúde do sistema circulatório



Doenças relacionadas com o sistema circulatório:
• Enfarte do miocárdio
• Anemia
• Leucemia
• AVC
• Varizes
• Aterosclerose
• Hipercolesterolomia
Prevenção:
• Não fumar e evitar bebidas alcoólicas
• Praticar exercício físico moderado
• Ter uma alimentação equilibrada e reduzir o consumo de sal
• Evitar estar muitas horas sentado ou parado em pé
                                                                              


Sistema digestivo


Sistema digestivo

O aparelho digestivo, é o sistema que, nos humanos, é responsável por obter dos alimentos ingeridos os nutrientes necessários às diferentes funções do organismo, como crescimento, energia para reprodução, locomoção, etc. É composto por um conjunto de órgãos que têm por função a realização da digestão. A sua extensão desde a boca até o ânus é de 6 a 9 metros num ser humano adulto.



O sistema digestivo é dividido em tubo digestivo e glândulas anexas.

O tubo digestivo é composto pela boca, pela faringe, pelo esófago, pelo estômago e pelo intestino.

Na boca, ocorre o processo de mastigação que, junto com a salivação, secreção das glândulas salivares (água, muco e enzima), degrada o amido pela ação da ptialina (que inicia o processo de digestão dos carboidratos presente no alimento), em maltose, e ainda faz os movimentos impulsionatórios que ajudam a deglutir o alimento, fazendo-o passar ao esófago.

A faringe auxilia no processo de deglutição (ato de engolir).

O esófago é o canal de passagem para onde o bolo alimentar é empurrado por meio de contrações musculares (movimentos peristálticos) até o estômago.

No estômago, inicia-se o processo de quimificação, aonde atua a pepsina, enzima que transforma (quebra) as proteínas em peptídeos (cadeias menores de aminoácidos - proteínas). O estômago é um órgão em formato de bolsa com o ph em torno de 2 (muito ácido). Ele pode ficar horas misturando o bolo alimentar em seu interior com a secreção gástrica (água, muco, ácido clorídrico e enzimas). O bolo alimentar torna-se mais líquido e ácido passando a se chamar quimo e vai sendo, aos poucos, encaminhado para o duodeno.

Intestino

- Intestino delgado: São produzidas na sua parede as enzimas: peptidase (digestão de proteínas), maltase (digere a maltose), lactase (digere a lactose) e a sacarase (digere a sacarose). A superfície interna, ou mucosa, dessa região, apresenta, além de inúmeros dobramentos maiores, milhões de pequenas dobras, chamadas vilosidades intestinais (aumenta a superfície de absorção intestinal). As membranas das próprias células do epitélio intestinal apresentam, por sua vez, dobras microscópicas denominadas microvilosidades. O intestino delgado também absorve a água ingerida, os iões e as vitaminas. Ele se divide em duodeno, jejuno e íleo.

§ Duodeno: Dividido em quatro partes com forma de C, é no duodeno que o suco pancreático (neutraliza acidez do quimo e faz a digestão de proteínas, de carboidratos e de gorduras) e a secreção biliar (emulsificação de gorduras) agem atacando a quimo e a transformando em quilo. Possuí as glândulas de Brunner que secretam muco nas paredes do intestino delgado.


§ Jejuno: Começa a absorção dos nutrientes. Faz continuação ao duodeno, recebe este nome porque sempre que é aberto se apresenta vazio.


§ Íleo: É o último segmento do intestino delgado que faz continuação ao jejuno. Recebe este nome por relação com osso ilíaco. É mais estreito e suas túnicas são mais finas e menos vascularizadas que o jejuno.


- Intestino grosso: Dividido em quatro partes: ceco, cólon, apêndice e o reto. É o local de absorção de água, tanto a ingerida quanto a das secreções digestivas. Glândulas da mucosa do intestino grosso secretam muco, que lubrifica as fezes, facilitando seu trânsito e eliminação pelo ânus. Fortíssimas ondas peristálticas, denominadas ondas de massa, ocorrem eventualmente e são capazes de propelir o bolo fecal, que se solidifica cada vez mais, em direção às porções finais do tubo digestivo.


§ Apêndice: É uma pequena extensão tubular terminada em fundo cego.


§ Ceco: É a porção inicial do intestino grosso segmento de maior calibre, que se comunica com o íleo. Para impedir o refluxo do material proveniente do intestino delgado, existe uma válvula localizada na junção do íleo com o ceco - válvula ileocecal. No fundo do ceco encontramos uma ponta chamada apêndice cecoide ou vermicular.


§ Cólon: É a região intermediária, um segmento que se prolonga do ceco até o ânus.


§ Sigmoide: O sigmoide ou porção pélvica, é a seção do intestino grosso que liga a porção transversal do mesmo ao reto. Recebe o nome sigmoide pela sua aparência que lembra a letra "S" do alfabeto grego (sigma). O nome porção pélvica refere-se à região em que se encontra.


É caracterizado por ser a parte do intestino na qual os movimentos peristálticos fazem maior pressão no bolo alimentar a fim de solidificá-lo e transformá-lo em fezes.


§ Reto: É a parte final do tubo digestivo e termina-se no canal anal. Ele possui geralmente três pregas no seu interior e é uma região bem vascularizada. Pode ser avaliado através do toque retal, retoscopia ou retosigmoideoscopia. É no canal anal que ocorrem as hemorróidas que nada mais são que varizes nas veias retais inferiores.


§ Ânus: Controla a saída das fezes, localizado na extremidade do intestino grosso


Glândulas anexas

Ao tubo digestivo estão associadas glândulas que produzem sucos digestivos ricos em enzimas e outras substâncias que ajudam a dissolver os alimentos. O fígado intervém, ainda que não produza qualquer suco digestivo mas, sim, a bílis que funciona como emulsificante (ajuda a quebrar a gordura em gotas de pequena dimensão, de forma a facilitar a absorção, ou seja, a digestão). As glândulas/órgãos/estruturas anexas são:


§ Glândulas salivares

§ Glândulas gástricas (na parede interna do estômago)

§ Glândulas intestinais (na parede interna do intestino delgado)

§ Pâncreas

§ Fígado